sábado, 20 de dezembro de 2008

O poder de pensar

Estar triste pra mim é pensar. Pensar, creio que me remete a um estado em que eu me sinto comigo mesma, e não sei por que, o meu “eu” tem uma desavença com a humanidade, como se tivessem me maltratado muito algum dia. Sinceramente, creio que não seja capaz de amar tão plenamente um ser humano, de ser tão normal, competente, boa cidadã, boa cristã e adepta. Não levo vontade comigo, levo a fé, fé de chegar a um lugar. Talvez por ser covarde o suficiente pra não tirar a minha própria vida.
O que é amizade então? Para uma pessoa de minha estirpe - que crê mais em si mesmo do que na competência das pessoas ao seu redor - nunca foi tudo que um dia me disseram, - quer dizer um dia até foi... Um dia fui tola o suficiente para sentir a amizade “como ela realmente é” - me disseram que a amizade é a pessoa que está ao seu lado, que deixam as lágrimas rolarem e diz que vai haver solução, amigo seria aquele que nunca te abandona em uma luta, seja ela qual for.
Nos pensamentos encontramos nossos pecados, nossos medos, nosso céu ou nosso inferno, nossa redenção e nossa condenação... Encontramos-nos em um mar de infinitos opostos prontos para lhe agraciar ou para te destruir. As vezes me sinto melhor em pensar que não importem o que pensem estou vivendo, outras vezes me sinto triste até demais por ser olhada. Minha parte lutadora e conquistadora não permite mais com que eu me sinta mal, eu sempre quis ser uma boa pessoa, então pro que eu... Por que tanta diferença? Por que a vida é assim? E o que seria de nós se tivéssemos essas resposta antes de morrermos? Por mim, a nossa mente seria um outro mundo, onde você não é preso pelo o que faz, onde você pode matar aquele que odeia e fazer amor com aquele que ama, é um lugar livre, mas mesmo com essa liberdade, não nos sentimos felizes... Se fizéssemos tudo o que imaginamos, a vida teria menos motivos ainda para ser o que é, a única coisa que iria mover o universo seria a simples vontade da vida de fazer-nos nascer e morrer.
O que nos vale comandar? O que nos vale sofrer? O que nos leva a pensar? E o que nos leva a morrer? As perguntas são respondidas no inconsciente do seu cérebro, e tudo realmente tem sentido, por mais que não pareça... Mas se tivéssemos exatamente um professor nos dizendo as respostas que nos movem a um destino por mera curiosidade, então, o que seríamos?
O que seria ter o poder de voltar atrás? O que faríamos? Repetiríamos os mesmos passos, faríamos o que seria bem melhor para nós ou simplesmente faríamos o correto? Já não sei mais por que sofrer pensando, se não arrumo solução e sim continuo pensando do que mais odeio: a humanidade. Só não sei de que modo, nem o porquê, quanto mais eu penso no que odeio, mais eu amo tudo o que é imperfeito.

domingo, 26 de outubro de 2008

Como borboletas e furacões

Como borboletas e furacões são as nossas palavras, as vezes sutis, outras vezes, são como um bater de asas de uma borboleta. Dos proferidos não se podem dizer que foi algo tenebroso, mas dos que sentem o gelado vento que vem de outro pode-se dizer o quão terrível foram aquelas palavras.
Costumo eu pensar que vivemos eternamente entre bem e mal, ou entre meros opostos. Até mesmo, e por que não pincipalmente, dentro de nós. Somos feitos de opostos. Duro fado que nós temos que suportar para termos uma vivência nessa terra de ninguém.
Então, quer dizer que sempre tomamos decisões ou boas, ou más?! Tecnicamente, sim. As vezes podemos analisar nossas decisões as vezes tomamos elas com muita pressa e paramos pra ver depois, olhamos pra trás, de lado, de frente, olhamos pro futuro. Ficamos no passado. Passamos pra frente, devaneios, fazer o que? Perdi.... Ganhei!!! Sai e entrei. São meros fatos, meras estatísticas, e analisar nem sempre serve mais. Temos o poder de mover, de cuidar de destruir e desgraçar, e quando você entender e compreender esse poder todo, o que você será capaz de fazer?
Você cria seu mundo