domingo, 30 de agosto de 2009

Rotina das engrenagens.

Ninguém vê? Será que ninguém vê a cara de tédio com que eu olho para essa sociedade estagnada? É tudo tão sem sentido, tão estático. Os sons são tão iguais, essa sinfonia de egos, que não engolindo uns aos outros nessa eterna lentidão. Tudo tão débil, tão patético, fértil e vulgar.
Ah, que pena! Que pena tenho dos pores seres que notam tal sintonia, e percebem os pecados dos homens.
Nessa mistura incessante de sons apáticos, tentamos sobreviver. Velhas engrenagens enferrujadas e corroídas, fazendo essa sinfonia do universo. Somos em conjunto alguma coisa, mas sozinhos somos peças metálicas sem valor.
Tentamos, em união, renovar essa sociedade tosca, cumprindo papéis de peças importantes e necessárias. Fazemos os papéis de renovadores dessa sociais, e temos também que nos renovar para não sermos descartados desse sistema.
Será que um dia esse Criador terá orgulho de suas engrenagens?

.....Agradecimentos à Paulo Murillo

sábado, 8 de agosto de 2009

A lição da vida

Um dia vamos aprender aos poucos, a amar o que nunca foi amado. A não despresar tudo o que foi jogado fora. A viver perto de quem sempre olhávamos torto. Um dia vamos provar do nosso próprio veneno, vamos cair no infinito da dor que desejamos uns aos outros. Um dia os dias serão mais curtos e as noites mais longas, quando esse dia chegar as estrelas serão as únicas "lâmpadas" no céu e a lua será só mais um lugar em que um dia almejamos estar a sós consigo mesmo. Um dia amaremos incondicionalmente, repartiremos cada grão de alma, nos uniremos infinitamente uns aos outros. Será que esse dia realmente vai chegar? Isso é só um conforto pra minha alma, pra nosso cansaço, pra nossos desgostos, a vida é doce, é salgada ou é amarga? Eu só queria saber, o que é isso dentro de mim, essa insaciável vontade de viver intensamente cada segundo, essa vontade de me jogar ao tudo, ao nada. quero esquecer o amargo do passado, quero viver, e mais nada. como uma pequena flor, que cresce cada dia de pouco em pouco, sem pressa, e só espera o dia em que sua vida se acabe.