domingo, 30 de agosto de 2009

Rotina das engrenagens.

Ninguém vê? Será que ninguém vê a cara de tédio com que eu olho para essa sociedade estagnada? É tudo tão sem sentido, tão estático. Os sons são tão iguais, essa sinfonia de egos, que não engolindo uns aos outros nessa eterna lentidão. Tudo tão débil, tão patético, fértil e vulgar.
Ah, que pena! Que pena tenho dos pores seres que notam tal sintonia, e percebem os pecados dos homens.
Nessa mistura incessante de sons apáticos, tentamos sobreviver. Velhas engrenagens enferrujadas e corroídas, fazendo essa sinfonia do universo. Somos em conjunto alguma coisa, mas sozinhos somos peças metálicas sem valor.
Tentamos, em união, renovar essa sociedade tosca, cumprindo papéis de peças importantes e necessárias. Fazemos os papéis de renovadores dessa sociais, e temos também que nos renovar para não sermos descartados desse sistema.
Será que um dia esse Criador terá orgulho de suas engrenagens?

.....Agradecimentos à Paulo Murillo

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